Monday, January 1, 2018

COTAS, UM CAMINHO PARA UMA DITADURA?

Cotas, direitos trans, direitos exclusivos de uns sexos, direitos de idosos, porque eu notei que tratamento especial não é algo democrático, igualitarianismo é inerentemente ditatorial, todo direito implica um dever pra outra pessoa. Consequentemente, se tratarmos todas diferenças, minorias e maiorias diferentemente nós estamos inerentemente indo para um sistema deferente, ao invés de igual com pontos de divergências, e isso que implica uma ditadura do mais diferente por chances aleatórias.
Você não escolhe onde, como você nasce (DNA*), se você quer nascer, e crescer na maioria das vezes, os seus genes determinam muito como você reagirá às coisas e sua família e sistema político (Da pólis) determinará suas possibilidades e sonhos em vida. Com essa gigante suposição em mãos, ao adotar certos direitos e deveres especiais para indivíduos de diferentes posições e contextos, a base das leis e constituições de países começa a se formar de uma base aleatória, e a base determina a macroinstrutura da sociedade, consequentemente jogando-nos num perpétuo sistema de diferenças exponencialmente crescentes, até que algo banal como tamanho do cabelo te dar certos benefícos.
O que gera um estado de responsabilidade integral do governo sobre cada indivíduo, e isso é a definição de ditadura.
Não aceitem esses direitos especiais pessoal, bora lutar por direitos iguais!
****TAKE THE R E D P I L L L L L L L L L L L L L L L  L L L L    L L L LL  LL L  L L  L L L* _(

*O DNA em sí não é aleatório, mas a combinação de pais é semi-aleatória, porque do circulo de pessoas que duas pessoas podem se relacionar com um certo número de pessoas, o que é aleatório, e o sistema e sociedade em que essas duas pessoas vivem são restrivos nesse número de pessoas.

Thursday, June 29, 2017

A chave do tamanho

A Chave do Tamanho é um livro escrito em 1942 por Monteiro Lobato. Escrito em 3ª pessoa, com a presença de um narrador onisciente neutro, a história se revolve ao desejo “Filosófico-bom” (como diria e disse Visconde de Sabugosa) de Emília de acabar com a guerra ocorrente no momento, a 2ª Guerra Mundial. A história começa com notícias da guerra no Sítio do Pica-Pau Amarelo, Dona Benta se sensibiliza e Emília não aguenta isso, eis o motivo de ela ir ao Fim do Mundo, para a casa das chaves. Na casa das chaves, ela encontra várias chaves, mas sem etiquetas, com isso, ela usa o método de tentativa e erro. Entretanto, a primeira chave que ela puxa já causa a primeira ação dramática: ela desativa a chave do tamanho; os seres humanos perdem seu tamanho - o que a antes boneca infere de primeira.
Com a alteração do tamanho, ambas Emília e a humanidade têm uma complicação a superar e uma sociedade a reconstruir, dado que conceitos antigos não se aplicam mais, algo fortemente reforçado no livro e questionado pelos personagens da história. A narrativa na primeira parte do livro se baseia nas aventuras de Emília para a reunificação com a sociedade. A segunda parte se baseia no encontro da protagonista com Visconde de Sabugosa. A terceira e última parte se baseia na viagem de Emilia e Sabugosa pelo mundo para ver diferentes pontos de vista e trazer diferentes pontos de vista para a situação do “destamanhamento”, a fim de decidir se seria beneficiário para raça humana manter ou mudar a situação do tamanho.
Na primeira secção, Emília tem uma experiência com a vida da natureza (após desativar a chave do tamanho), e, aplicando os conhecimentos sobre evolução que ela aprendeu com seu Tutor, ela se adapta às complicações que se dispõem diante dela. Nesse contexto, ela usa o pó de pirlimpimpim para fugir de um pinto - o que gera a primeira ideia de antigos conceitos que não se aplicam mais, pensamento permeado por todo o livro -, transportando-a para Itaoca (o que não faz sentido, devido ao comportamento do pó anteriormente no livro), 6 km do Sítio. Lá ela conhece uma família que a reconhece dos livros de Monteiro. Desse encontro, a ideia de mudança de hábitos se concretiza com a morte dos pais dos dois personagens (Juquinha e Candoca) que vão ter um local na narrativa até o final do livro; mas também com a mudança de vestimenta dos humanos, que agora se baseia em enrolados de  algodão banhados em gema de ovo, algo que não atrairia gatos e outros carnívoros, mas atrai beija-flores; o que é refletido pela ex-boneca: o tamanho diminuto dos seres humanos tirou-os a vergonha. E Emília queria reverter a situação, então ela tinha de voltar ao Sítio.
No caminho do sítio, ela perde seus novos companheiros e acha Visconde de Sabugosa. Eles conversam sobre o problema do destamanhamento e decidem que o melhor jeito de decidir como a humanidade ficaria seria um plebiscito dos cidadãos do Sítio do Pica-Pau Amarelo. E Emília, muito sabichona, faz uma fazendinha no chapéu da espiga de milho falante. Enquanto voltam para casa, eles salvam os filhos dos fazendeiros e um senhor de terras vizinho.(Coronel Teorico), suposto perdedor de seus funcionários pelo canibal Rabicó. Quando chegam em casa, eles tem que ser furtivos sobre a culpa da boneca pelos acontecimentos, o que não funciona direito. Nesse contexto, Emília queria viajar pelo mundo para ver os efeitos dos seus devaneios, o que não diminui a suspeita sobre ela.
Apesar de tudo, Sabugosa viaja pelo mundo com sua mestra. Primeira parada: Alemanha; eles veem o efeito da chave em larga escala, um número gigante de panos está espalhado no chão. Em Berlim, eles procuram Hitler, que agora é retratado apenas como um fraco sem voz, apenas para ser guardado no chapéu do Visconde. Segunda parada: Japão; a situação é a mesma e o filho do sol é capturado. Terceira parada: Rússia; lá encontram o imenso exército russo e alemão embaixo de suas gigantes vestimentas porque morreriam congelados se não. Ultima parada: Estados Unidos.
Nos Estados Unidos, há dois momentos, o primeiro, vemos a única civilização que se organizou embaixo das asas de um doutor; o que mostra a “superioridade americana”, baseada em minhocas e no Comunismo.No segundo, a dupla visita a casa branca, onde também há uma organização de americanos tentando reaver a situação, mas quando os brasileiros oferecem ajuda, eles querem os comprar para benefício da nação americana, que terá sede na cidade já pronta, baseada no consumo de minhocas. Mas Emília ainda queria decidir a questão do tamanho, então ela manda o presidente americano para o Sítio.
Finalmente, no Sítio, há a votação, as viagem do Visconde e da Emília se mostram desnecessárias, dado que os líderes da Alemanha, Rússia, Japão e Estados Unidos não têm voz. E a votação empata no final 5 a 5 sobre a restauração do tamanho ou não, ainda assim, é decidido que os tamanhos voltarão.

Saturday, June 3, 2017

dots

OP: https://unequalmemes.wordpress.com/2016/12/17/dots/
How? I feel quite better with it right now
Are? I am afraid to ask
Should? Prolly
Do? Somehow i rather how it is now than ever
Do? Some parts of me want, some parts don’t, things have changed
Did? Most definately
What? Something
Is? Don`t really think so, just new
What? I can pretend that it is nothing
Do? Nah, i’ll be fine, i am fine, the only thing that depises me right now it’s my body
Are? Yes.
,

Sunday, May 14, 2017

O Surgimento da Bossa Nova

Bossa é um termo para explicar que algo é de um estilo original, diferente dos demais. Nova relembra o termo novo, nada mais que isso. Então combinando os dois, temos Bossa Nova, um  novo estilo musical diferente do Samba tradicional, e que também não era Jazz. Há também outras origens para a palavra, mas elas não soam tão descoladas e inovadoras quanto os estudantes que seguiam esses artistas classificariam a produção musical desse estilo musical.
A Bossa Nova foi inicialmente tocada nos apartamentos da Zona Sul do Rio de Janeiro (como nos de Nara Leão, mais dela depois), onde músicos da classe média se reuniam para fazer e ouvir música. Apesar dessa informalidade, O Bossa Nova nunca foi tão despreocupado com a qualidade da gravação, como seus contemporâneos e irmãos de origem, o Lofi hiphop. Mas por que a menção de estudantes? Simplesmente porque o gênero musical se difundiu primeiro nas Universidades. Nessas apresentações nas universidades, o som era denominado “Samba Sessions”, “Samba” do samba e “Sessions” do Jazz; até que, numa dessa apresentações, em 1957, estava escrito num quadro negro: “Samba Sessions com o Grupo Bossa-Nova”, o nome claramente pegou, sendo usado como nome oficial até hoje.
Apesar disso, o gênero musical tem seu início oficial apenas em 1958, com o lançamento dos singles “Chega de Saudade”, do Cantor João Gilberto, Compositor Tom Jobim e Poeta Vinicius de Moraes e “Bim-Bom”, de João Gilberto.
E tudo aconteceu na década de 50, por que? A Segunda guerra mundial tinha acabado de terminar, e o Brasil cresceu muito economicamente, vivendo sua época de ouro, o que trouxe um nível de otimismo e segurança econômica que possibilitou a criação de arte. Juscelino Kubitschek também foi importante no surgimento desse gênero musical, ele visava a inovação, o desenvolvimento de uma cultura que influencie o mundo (até então, só o Brasil era influenciado), tudo o que a Bossa Nova representou na época.
O estilo musical em questão é definido por certas características. O ritmo é calmo e suave, compostos por uma voz principal acompanhada por um piano e/ou violão (o que é a influência do Jazz), e certa percussão (influência do Samba), muitas vezes ignorada. A voz é em tom baixo e calmo, como se estivesse contado uma narrativa poetizada, narrativa tal da vida do civil comum da classe média do Rio de Janeiro, com histórias amorosas, ou com descrição da paisagem natural.
Acontece que, a partir da década de 60, Marcos Valle, Dori Caymmi, Edu Lobo e Francis Hime apoiados pelo centro popular de cultura da UNE (União Nacional dos Estudantes, que ajudaram a fundar esse movimento) criaram um movimento de revolta contra a influência estrangeira na Bossa Nova, o que a Nara Leão adotou - Eu disse que ela ia voltar - e Carlos Lyra, quem, até então, era um pilar forte na cultura desse gênero.
Ainda na década de 60, a Bossa Nova tem seu final declarado. No ano de 1965, Edu Lobo e Vinicius de Moraes compõem a canção “Arrastão”, música que será defendida por Elis Regina, no Festival de Música Popular Brasileira. Mas, apesar de ela ser enquadrada ao gênero surdo e genérico da MPB, ainda há resquícios da estética na música atual brasileira, seja em produções do MPB, seja em outros gêneros completamente diferentes, como o Rock nacional, que apresenta releituras desse movimento.